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Lula cobra no TSE que Mendonça exija abertura de sigilos de Flávio

Lula pede que Mendonça cobre de Flávio a abertura de sigilos

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta quinta-feira (22.out.2026) no Tribunal Superior Eleitoral as procurações de parentes e aliados para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. O grupo solicita que o ministro André Mendonça, que relata o caso, determine que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adote a mesma medida.

Tramitação dos dados e impasse no tribunal

Os documentos entregues concedem apenas o direito de acesso aos registros. As movimentações financeiras continuam sob a guarda do Banco Central, de instituições bancárias, da Receita Federal e de operadoras de telecomunicações. A equipe petista quer que o TSE requisite essas informações e as divulgue integralmente por meio do sistema DivulgaCand. Caso o relator rejeite o pedido, a campanha informou que recorrerá ao plenário.

Em manifestação no mesmo dia, Mendonça pontuou que a renúncia aos sigilos acontece independentemente de ordem judicial e que a publicação constitui uma escolha individual. Contudo, a defesa do petista argumenta que o acordo firmado entre os candidatos previa que o próprio tribunal, e não cada comitê partidário, solicitasse os registros aos órgãos oficiais, funcionando como um árbitro para garantir transparência simultânea.

Alvos das autorizações e cobrança de aliados

A petição detalha que foram apresentadas autorizações fiscais, bancárias e telefônicas referentes a Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e sua esposa Renata de Abreu Moreira; Paulo Tarciso Okamotto; a primeira-dama Rosangela Lula da Silva (Janja); o Instituto Luiz Inácio Lula da Silva; Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola); além dos familiares Maria Beatriz Lula da Silva de Miranda, Thiago Trindade Lula da Silva e Ashtar Alexandre Soncini Lula da Silva.

Após o protocolo em Brasília, dirigentes e ministros criticaram a postura da oposição. Edinho Silva apontou transações imobiliárias sem justificativa e conexões suspeitas. “Nós vimos compras de imóveis, sem justificativas, sem lastro financeiro. Pior, nós vimos relações estranhas, relações com milicianos”, disse, mencionando volumes milionários movimentados por um senador.

Guilherme Boulos reforçou a necessidade de validação judicial das informações. “O Poder Judiciário é quem vai arbitrar o que é verdade e o que não é verdade”, afirmou, acrescentando que “informações oferecidas sem arbitragem, sem validação, se enfraquecem diante da sociedade”. Já Camilo Santana cobrou esclarecimentos diretos sobre recursos no exterior. “Nós queremos saber o que tem na conta conjunta dele no Banco Santander, lá na Ilha da Madeira”, declarou.

Condições impostas pela oposição

Na véspera, Flávio Bolsonaro apresentou 19 exigências para liberar suas próprias informações financeiras, incluindo dados de parentes de Lula, registros de visitas oficiais e despesas da Presidência. A coligação petista assegurou ter aceitado todas as condições e anexado as autorizações disponíveis, enquanto a equipe adversária argumenta que a documentação apresentada foi insuficiente e aguarda análise completa antes de liberar os dados do senador.

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