A Justiça do Ceará determinou a pena de 16 anos de reclusão para Cibele da Silva Ferreira, de 42 anos, pelo homicídio de seu companheiro, Stark de Sousa Costa, de 44 anos.
Julgamento e mandado de prisão O crime ocorreu em março de 2024 em um flat localizado na Praia do Futuro, em Fortaleza, onde o casal, que mantinha um relacionamento havia cerca de uma década, hospedou-se para o fim de semana.
Como reside atualmente na Itália, a acusada acompanhou o júri por meio de videoconferência no dia 28 de setembro. A condenação por homicídio qualificado foi definida pelo Conselho de Sentença da 5ª Vara do Júri da capital cearense, sendo a defesa da ré não localizada.
“Após a decisão, a Justiça expediu mandado de prisão para cumprimento da sentença”, disse o Tribunal de Justiça do Ceará.
Contradições e laudo pericial Durante o interrogatório judicial, a réu forneceu relatos divergentes sobre o ocorrido. Inicialmente, alegou ter sofrido agressões durante uma discussão, afirmando ter recebido uma “gravata” antes de conseguir se desvencilhar.
Segundo essa primeira narrativa, o companheiro teria escorregado em um produto derramado no chão, caindo sobre uma mesa de vidro, ferindo-se com os cacos e falecendo em seguida. Em outra oportunidade, argumentou que a vítima teria sofrido uma overdose.
Contudo, os exames da Perícia Forense contrariaram tais versões e atestaram que a causa do óbito foi homicídio por estrangulamento. A acusação do Ministério Público do Ceará aponta que a mulher aproveitou o estado de embriaguez e o uso de entorpecentes pela vítima para cometer o crime.
Após o ato, ela buscou auxílio de moradores vizinhos, mas evitou acionar o socorro médico ou transportar o ferido em seu próprio automóvel sob a justificativa de que “não iria sujar o carro de sangue”.
Histórico e revolta da família O irmão da vítima, Eustaquio Souza, relatou que o casal vivia uma relação marcada por instabilidades devido ao ciúme excessivo da ré, que já teria agredido o parceiro anteriormente.
“Stark era super inteligente, amável e não tinha inimigos”, falou Eustaquio Souza.
Diante do desfecho judicial, os familiares manifestaram insatisfação com o tempo de reclusão, avaliando que a punição deveria ser mais rigorosa em razão da violência aplicada contra a vítima.






