Os Estados Unidos revelaram nesta quarta-feira, 21, a implantação de uma unidade antidrogas em solo paraguaio com o objetivo de articular ações de repressão ao narcotráfico em toda a região do Cone Sul. Além da base operacional, o executivo estadunidense mandará ao território paraguaio, de forma inédita, um diplomata com especialização em contraterrorismo.
Centro regional de coordenação em Assunção
Conforme informações divulgadas pelo Departamento de Estado, o Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL) ficará sediado na capital paraguaia e atuará como um polo de articulação regional. A divulgação oficial aconteceu na sequência da viagem oficial do subsecretário Christopher Landau ao país sul-americano, ocasião em que esteve com o presidente Santiago Peña e com o chanceler Rubén Ramírez.
Aporte financeiro para a segurança
Na ocasião do encontro diplomático, as nações firmaram um acordo para o repasse de US$ 5,5 milhões (equivalente a R$ 27,6 milhões) voltado ao fortalecimento das ações contra o financiamento do terrorismo e à construção de uma nova estrutura especializada. O representante diplomático enviado pelos norte-americanos terá a incumbência de monitorar os acordos estabelecidos e dar suporte aos projetos já em andamento.
Aliança estratégica contra o crime organizado
O Paraguai faz parte do Escudo das Américas, pacto de segurança criado na gestão de Donald Trump com foco na repressão ao narcotráfico e às facções criminosas. O bloco conta com a participação de 19 nações aliadas e estabelece diretrizes de cooperação mútua para desmantelar redes criminosas.
O projeto faz parte do plano da administração estadunidense para intensificar o cerco contra grupos criminosos na América Latina. Recentemente, o governo dos Estados Unidos passou a tratar cartéis de drogas e grandes facções, a exemplo do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), como grupos terroristas.
Mesmo com a adesão formal de várias nações ao bloco estratégico, apenas um grupo restrito de países, como Colômbia e Honduras, permitiu a realização de missões militares e policiais combinadas dentro de seus limites geográficos.






