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Falhas críticas no PHP motivam Anatel e tribunais a suspenderem sistemas

Falhas no PHP levam tribunais no Brasil e Anatel a suspender sistemas; governo emite alerta

Órgãos públicos e tribunais brasileiros paralisaram o uso do Sistema Eletrônico de Informações após a identificação de duas brechas severas de segurança na linguagem de programação PHP.

Impacto nos sistemas públicos brasileiros

A Agência Nacional de Telecomunicações interrompeu temporariamente o acesso externo ao SEI e a outras ferramentas digitais. A autarquia classificou a ação como uma precaução para resguardar dados e infraestruturas tecnológicas enquanto análises são conduzidas.

No âmbito do Judiciário, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região e o Tribunal Regional Federal da 6ª Região adotaram o mesmo procedimento de paralisação temporária nas plataformas administrativas e de processos eletrônicos.

“A medida tem caráter preventivo e visa resguardar a segurança do sistema e a integridade das informações institucionais”, afirmou o TRF1. “No momento, não há previsão para o restabelecimento do acesso externo ao SEI”.

Diante do cenário, o Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital divulgou um comunicado oficial na quarta-feira (21) exigindo a correção imediata do software por todas as repartições públicas do país. Especialistas indicam que, até o momento, não houve registro de incidentes de grande proporção em território nacional.

A gravidade da vulnerabilidade e o papel da inteligência artificial

As falhas recém-descobertas dão margem para que invasores obtenham o controle direto de servidores que sustentam páginas na internet, dispensando qualquer exigência de credenciais como login e senha. Uma atualização corretiva já foi disponibilizada aos desenvolvedores.

“Rankings públicos ainda apontam o PHP como a linguagem usada em cerca de 70% dos sites. Com a descoberta dessa vulnerabilidade, os sites que não forem atualizados rapidamente poderão ser invadidos”, diz Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks e especialista em telecomunicações.

O PHP funciona como uma tecnologia gratuita e de código aberto voltada para a criação e execução de páginas web. A infraestrutura está presente em plataformas mundialmente conhecidas, a exemplo de Facebook, Wikipedia, WordPress, Moodle e Magento.

A detecção das brechas ocorreu em agosto por meio da empresa de segurança Calif e da OpenAI, que atuaram de maneira autônoma. Posteriormente, a companhia de segurança em nuvem Wiz encontrou novas maneiras de explorar os problemas.

“Essas descobertas estão entre as vulnerabilidades mais graves descobertas no PHP e, possivelmente, na história do software”, afirmou a Wiz na quarta-feira (21).

Para localizar os pontos fracos, a Wiz utilizou modelos avançados de inteligência artificial.

“Por mais de uma década, essas vulnerabilidades críticas permaneceram sem resposta porque a descoberta e exploração de vulnerabilidades eram incrivelmente complexas”, disse a Wiz.

Repercussão internacional e desligamento de servidores

Governos e empresas de diversas nações também optaram por tirar portais do ar. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos recomendou a aplicação imediata dos patches de correção ou o encerramento das atividades dos sistemas afetados.

Na França, administrações locais interromperam o funcionamento de páginas governamentais, incluindo o portal da Prefeitura de Polícia de Paris. A determinação partiu da Agência Nacional de Cibersegurança francesa devido à detecção de uma vulnerabilidade crítica de segurança.

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