O governo norte-americano firmou uma parceria estratégica para utilizar a energia da usina hidrelétrica de Itaipu no abastecimento de uma nova infraestrutura de computação de alto desempenho em solo paraguaio. O anúncio oficial foi feito na última quarta-feira (21.out.2026) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Infraestrutura para inteligência artificial Conforme as informações divulgadas, a aliança comercial envolve a companhia norte-americana Crusoe, especializada em estruturas tecnológicas para inteligência artificial, e a empresa paraguaia Araico, focada em projetos energéticos.
“Pelo acordo, a Crusoe planeja iniciar as operações de uma 1ª unidade em meados de 2027. A instalação será conectada diretamente a uma das maiores fontes de energia hidrelétrica 100% renovável do mundo e atenderá a clientes de serviços em nuvem, tanto dos Estados Unidos quanto da América Latina. Este é, potencialmente, um dos maiores investimentos privados na história do Paraguai”, destacou o Departamento de Estado em comunicado oficial.
A formalização do pacto ocorreu durante a agenda oficial do secretário-adjunto de Estado dos EUA, Christopher Landau, na capital paraguaia, Assunção, em viagem realizada entre os dias 19 e 21 de outubro.
Novos aportes em mineração e segurança Além do projeto tecnológico ligado a Itaipu, o pacote de medidas anunciadas inclui um aporte de US$ 12 milhões da Uranium Energy Corp para o desenvolvimento de uma concessão de urânio no país sul-americano. O investimento busca apresentar uma alternativa sólida e transparente no setor.
O governo dos EUA também destinou US$ 5,5 milhões em assistência externa para o fortalecimento do combate ao narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e segurança fronteiriça. Adicionalmente, outros US$ 6,25 milhões foram repassados para conter o crime organizado transnacional, viabilizando a instalação inédita de um escritório do Bureau de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei na capital paraguaia.
Cooperação nuclear e próximos passos Por fim, as duas nações iniciaram tratativas formais para estabelecer o chamado Acordo 123, focado nos usos pacíficos da energia nuclear. A medida visa criar o arcabouço jurídico indispensável para que corporações norte-americanas possam comercializar materiais e equipamentos nucleares civis com o Paraguai, seguindo rigorosos critérios internacionais de segurança e não proliferação.






