O Corinthians realizou o pagamento de R$ 8 milhões para liquidar parcelas previdenciárias que estavam em atraso dentro de seu acordo de renegociação fiscal com a União. A quitação ocorreu após quatro meses de inadimplência por parte da instituição alvinegra.
Risco de rescisão contratual Mesmo com a regularização da parte previdenciária, a diretoria corinthiana ainda mantém pendentes R$ 19,3 milhões referentes a prestações não previdenciárias que venceram a partir de junho.
Garantias e termos da transação O acordo fiscal firmado conta com garantias expressas no termo de transação divulgado pela PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). Entre os bens atrelados estão o Parque São Jorge, sede social avaliada em R$ 602,2 milhões, além de receitas provenientes da loteria Timemania.
Ameaças ao acordo fiscal O clube paulista havia recebido notificações da PGFN para colocar os pagamentos em dia. O contrato prevê a rescisão imediata caso ocorra o atraso de três parcelas, sejam elas consecutivas ou alternadas. Após honrar os quatro primeiros meses entre fevereiro e maio, o time deixou de pagar as obrigações seguintes.
Consequências de uma quebra de contrato Caso o acordo seja cancelado, todas as vantagens e descontos obtidos serão anulados, com o abatimento apenas do montante já quitado. Além disso, a instituição sofrerá uma sanção que a impede de realizar novas transações tributárias federais pelo período de dois anos.
Detalhes da renegociação milionária Celebrada em fevereiro de 2026, a renegociação fixou o montante de R$ 679 milhões para quitar uma dívida inicial calculada em R$ 1,2 bilhão, garantindo um desconto de 46,6% em cima de encargos, multas e juros. O cronograma dividiu as dívidas não previdenciárias em 120 meses, enquanto os débitos previdenciários foram parcelados em 60 vezes.






