A pequena Valentina Graciano Giardini, de sete anos, surpreendeu a internet ao caminhar pela primeira vez após receber previsões médicas severas na infância. Natural de São José do Rio Preto, no interior paulista, a menina nasceu com paralisia cerebral e precisou enfrentar uma longa jornada de superação que culminou em um emocionante registro compartilhado por sua família nas redes sociais.
Complicações no nascimento e prognóstico severo
Os desafios na vida de Valentina começaram antes mesmo de seu nascimento, em 17 de janeiro de 2019, quando sua mãe sofreu uma ruptura uterina na 35ª semana de gestação. A bebê sofreu uma parada cardiorrespiratória logo após o parto de emergência, sendo reanimada e encaminhada para a UTI, onde permaneceu internada por 21 dias de um total de dois meses no hospital.
Foi durante esse período inicial que a família recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral e lidou com duras declarações sobre o futuro da criança. “Em meio a tudo aquilo, ouvimos previsões muito duras. Uma médica chegou a me dizer que ela seria uma ‘boneca de pano’, que não mexeria nem os olhos. A Nina recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral, e saímos do hospital sabendo que ela poderia ter grandes dificuldades no desenvolvimento, mas sem saber exatamente como seria o nosso caminho”, lembra Elaine Christina Barbosa, mãe da menina.
Intensa rotina de reabilitação e mudanças
A partir da alta hospitalar, a rotina da família passou a ser guiada por sessões diárias de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. A criança também passou pela Associação de Reabilitação da Criança Deficiente (ARCD) no município paulista, onde obteve suporte especializado para lidar com a falta de sustentação corporal e coordenação motora.
“Ela ficou uns oito meses na ARCD. As terapias são muito capacitadas, e lá eu aprendi muito sobre as deficiências”, explica Elaine. O ritmo intenso de tratamento, que chegava a ocupar duas horas diárias, motivou uma mudança temporária para Bauru (SP) em outubro de 2021 para acompanhar um tratamento especializado, enquanto o pai permaneceu no município de origem por motivos profissionais.
A conquista e o poder da esperança
O momento tão aguardado aconteceu recentemente e foi eternizado em vídeo pela mãe, mostrando a evolução motora da garota, carinhosamente chamada de Nina.
“Ela deu sete passos se apoiando com uma mão só. Antes ela mal sustentava o pescoço. Ver isso trouxe uma alegria enorme. Sempre tivemos em mente que o diagnóstico não definiria quem ela era. E ela própria foi alimentando nossa esperança: cada movimento novo, cada tentativa e cada conquista mostravam que precisávamos continuar. A Nina é muito forte e determinada”, comemora.
A repercussão do caso reforçou a importância do apoio familiar e da celebração de cada pequena vitória no tratamento de pacientes com deficiência. “Ter uma criança com deficiência envolve muitos desafios e existem fases muito difíceis. Cada conquista merece ser reconhecida e comemorada com a criança, para que ela também perceba o valor de tudo o que está aprendendo”, conclui a mãe.






