Uma nova e intensa onda de ataques militares surpreendeu autoridades e moradores na madrugada desta quinta-feira (22), acontecendo poucas horas depois de importantes movimentações diplomáticas que buscavam reabrir o caminho para o fim do conflito armado.
Ofensiva contra a capital ucraniana
Enquanto Moscou relatava a interceptação de centenas de aeronaves não tripuladas, o governo de Kiev denunciou o lançamento de dezenas de mísseis balísticos contra a capital ucraniana, atingindo redes energéticas, hospitais, centros comerciais e zonas residenciais.
Após os bombardeios, o chanceler ucraniano Andrii Sybiha afirmou que moradores de Kiev ouviram o que chamou de verdadeiro som do “humanismo russo”.
Em publicação na rede X, Sybiha afirmou que “apaziguamento, servilismo e bajulação” não impedirão a guerra promovida pela Rússia. A declaração foi feita após os ataques e em meio às discussões diplomáticas envolvendo Washington e Moscou.
Ações militares russas e portos no sul
Do outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia declarou ter executado uma operação em grande escala com foco em pontos estratégicos e portuários na região de Odessa, localizada no sul do território ucraniano, atingindo embarcações militares.
Além disso, o governo russo afirmou que suas defesas antiaéreas neutralizaram 808 drones ucranianos durante o período noturno, destruindo os equipamentos em diversas zonas do país e na península da Crimeia.
Diálogo sob mediação internacional
Essa nova rodada de violência bélica eclodiu logo após a retomada das conversas trilaterais mediadas pelos Estados Unidos, impulsionada por um encontro em São Petersburgo entre Vladimir Putin e o enviado especial norte-americano Steve Witkoff.
Véspera desses eventos, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky havia sugerido congelar a atual linha de combate como passo inicial para um acordo, enquanto o principal assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, declarou que a guerra estaria próxima do desfecho.
Apesar dos esforços diplomáticos, o cenário permanece sem um pacto definitivo e cercado de exigências fundamentais por parte de Kiev sobre a soberania nas negociações.
“Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem a nossa presença”, afirmou o presidente ucraniano.






