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Pedro Sánchez rebate Javier Milei após ser chamado de ditador na Espanha

Após ser chamado de ‘ditador’, Pedro Sánchez ataca Milei e cita acolhimento a argentinos

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, respondeu às críticas feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, que o rotulou como ditador durante uma viagem oficial ao território europeu. A manifestação do líder sul-americano ocorreu a pouco mais de um mês das eleições espanholas e gerou forte reação diplomática e política.

Críticas de Milei em fórum

Durante sua participação no Nueva Economía Fórum nesta quarta-feira, o governante argentino discursou para um público e fez duras críticas à gestão local.

“A Espanha soube acolher centenas de milhares de argentinos que fugiram da miséria e da falta de futuro, consequências do sinistro socialismo do século 21, da filial argentina que é o kirchnerismo e cujos efeitos vocês enfrentam regularmente com o inapresentável ditador Pedro Sánchez”, declarou Milei.

A resposta do premiê espanhol

Em um evento direcionado a apoiadores do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Sánchez, que busca a reeleição no próximo mês, argumentou que um eventual governo da direita poderia replicar no país europeu os impactos econômicos observados na América do Sul.

“Os motosserras não constroem nada, destroem. Não unem, dividem e fragmentam. Não fazem nossa economia crescer, afundam-na”, afirmou Sánchez.

Repercussão diplomática

Em fevereiro de 2025, Milei presenteou o fundador do X com uma motosserra, utensílio que o político sul-americano adota simbolicamente para representar cortes drásticos nos gastos públicos.

Através de comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha repudiou os “insultos e calúnias” disparados pelo presidente argentino, ressaltando que o país europeu “não aceita interferências externas”.

“É indigno que uma pessoa que ocupa o mais alto cargo de uma nação irmã visite nosso país com o único objetivo de tentar fomentar um clima de polarização e violência entre os espanhóis e entre nações irmãs como a Espanha e a Argentina”, conclui a nota emitida pela chancelaria espanhola.

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