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Retotalização em Mato Grosso do Sul altera fila de suplentes para deputado estadual

Anulação dos votos de Jerson Domingos muda ordem de suplência para deputado estadual em MS

A invalidação da candidatura de Jerson Domingos provocou alterações diretas na ordem de suplência para o cargo de deputado estadual em Mato Grosso do Sul, exigindo um novo procedimento de recontagem dos votos obtidos no primeiro turno do pleito.

Impacto na suplência partidária

Embora estivesse na segunda colocação entre os suplentes da legenda, Jerson Domingos teve a totalidade dos seus votos anulada. Com essa alteração, Marcelo Miranda (PP) assumiu o topo da lista de suplência, enquanto Dione Hashioka (União) subiu para a segunda posição, desencadeando o remanejamento sucessivo dos demais concorrentes.

O procedimento técnico de reprocessamento aconteceu nas instalações do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), situado na capital Campo Grande. Ao término da recontagem, a corte gerou um relatório oficial para anexação aos autos de apuração.

De acordo com o juiz auxiliar da presidência do TRE-MS, Luís Felipe Medeiros, a mudança na ordem de suplência não altera os candidatos eleitos para o cargo de deputado estadual.

Origem da anulação e investigações

A medida que modificou a suplência decorreu de uma decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acolheu o recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral e reverteu o aval dado anteriormente pelo tribunal regional ao registro.

A contestação jurídica teve como base a suposta ligação do político com uma facção investigada na Operação Omertà. A denúncia aponta o envolvimento em crimes de obstrução de investigações sobre organizações criminosas, tramitando atualmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) conforme apontamentos do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Situação de Jamilson Name

Enquanto isso, a situação do candidato Jamilson Name (PP) segue pendente de apreciação judicial, com contestação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral baseada em denúncias de participação em grupo criminoso, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

O procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto aponta nos registros que o réu teria assumido maior protagonismo nas atividades ilícitas após as prisões de familiares. A acusação destaca ainda a existência de uma condenação não definitiva a oito anos de reclusão decorrente de fases anteriores da mesma operação policial.

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