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Flávio supera Lula e arrecada 9 vezes mais em doações de pessoas físicas

Flávio recebe 9 vezes mais que Lula em doações de pessoas físicas

As contribuições financeiras de cidadãos comuns para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto atingiram a marca de R$ 28,6 milhões na disputa deste ano. O montante representa 30% de toda a arrecadação da chapa, conforme os registros mais recentes disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

Comparação de valores e tíquete médio O volume captado pelo parlamentar é 9,3 vezes maior do que o contabilizado na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados oficiais, consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral, mostram que o petista angariou R$ 3,1 milhões por meio de apoiadores individuais, o equivalente a 2,6% da receita total de sua campanha.

Apesar da disparidade financeira, as bases de colaboradores mostraram tamanhos equivalentes: 9.282 pessoas repassaram verbas para Lula, ao passo que 9.031 investiram na postulação de Flávio. Contudo, o valor médio das transferências para o candidato do PL foi consideravelmente superior, alcançando R$ 3.163, enquanto a média destinada ao atual presidente ficou em R$ 330. O balanço abrange tanto repasses diretos quanto valores obtidos via financiamento coletivo, considerando as atualizações feitas até meados de outubro.

Concentração de grandes valores O senador liberal sobressaiu-se na captação de quantias expressivas, contabilizando 313 repasses iguais ou superiores a R$ 5.000 — sendo 130 deles de R$ 50.000 ou mais. Em contrapartida, a campanha governista registrou 87 aportes acima da primeira faixa, com apenas 3 patamares iguais ou superiores a R$ 50 mil.

Entre os principais benfeitores da chapa de Flávio constam o empresário do agronegócio mato-grossense Elói Vitório Marchett (R$ 2 milhões), Alexandre Grendene Bartelle (R$ 1 milhão), Angela Cristina Carttozatto Fortunato (R$ 1 milhão), Luiz da Rocha Salles Filho (R$ 1 milhão) e Felipe Euleutério Alvares Vaz (R$ 800 mil). Do lado petista, destacam-se Erasmo Carlos Battistella (R$ 500 mil), Pedro Pereira de Freitas (R$ 90.000), Marco Aurélio de Carvalho (R$ 50.000), Mayra Cristina da Luz Padua Guimarães (R$ 40.000) e Jonas Alexandre Barros Soares (R$ 40.000).

Doadores em comum e micropagamentos Curiosamente, seis nomes figuram na lista de financiadores de ambas as candidaturas. Além de Battistella, que repassou a mesma quantia para os dois lados, apoiadores como Irlan Silva e Silva, Milqueias Lamira de Andrade, André Cetolin, Rafael Santos Santana e Benjamim Meireles de Castro Mota realizaram pequenas transferências cruzadas.

Ambas as frentes políticas estruturaram campanhas digitais de microdoações atreladas aos números de seus partidos. Na mobilização governista, 5.247 eleitores contribuíram com R$ 13 ou R$ 13,13. Já na legenda liberal, 3.501 simpatizantes depositaram valores de R$ 22 ou R$ 22,22.

Retração em relação a 2022 Apesar da movimentação, os números parciais indicam um engajamento financeiro popular inferior ao observado no pleito de quatro anos atrás. Em 2022, a esquerda somou R$ 9,6 milhões via pessoas físicas (cerca de 2% do total), enquanto a direita, encabeçada então por Jair Bolsonaro, angariou R$ 88,7 milhões, correspondentes a 70% da receita daquele ano.

O peso dos recursos públicos nas eleições Atualmente, a sustentação financeira das principais candidaturas apoia-se primariamente nos repasses do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, verbas públicas distribuídas conforme a representatividade parlamentar das legendas. Para este ciclo, o PL dispõe de cerca de R$ 881 milhões, seguido pelo PT com aproximadamente R$ 615 milhões, e pelo União Brasil com cerca de R$ 526 milhões.

Nos registros mais recentes do TSE, a campanha de Lula acumulou R$ 118,4 milhões totais, dos quais R$ 115 milhões vieram do fundo público eleitoral. Flávio, por sua vez, somou R$ 95,6 milhões no total, com R$ 47 milhões oriundos da mesma fonte pública e R$ 13,6 milhões repassados pelo fundo partidário.

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