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Ifood compra startup Caju por cerca de r$ 1 bilhão em maior negócio da sua história

iFood adquire Caju por R$ 1 bilhão em expansão de benefícios

O iFood anunciou nesta 3ª feira (20.out.2026) a aquisição da startup Caju, especializada em gestão de pessoas, despesas e benefícios corporativos, em um negócio avaliado pelo mercado financeiro em cerca de R$ 1 bilhão. Esta é a maior compra da história da companhia de delivery, que pertence ao grupo Prosus.

Impacto e regulação do mercado A transação histórica foi conduzida pelo iFood Benefícios, divisão lançada em 2020. O valor exato da compra não foi revelado ao público. Até que todas as aprovações regulatórias necessárias sejam emitidas, as duas empresas mantêm suas operações totalmente separadas e independentes.

O acordo ainda precisa passar pelo crivo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Banco Central. Segundo Arthur Freitas, presidente do iFood Benefícios, este investimento faz parte de um pacote de R$ 24 bilhões injetado pelo grupo Prosus para o ano fiscal que se encerra em março.

Transformação no setor de benefícios O cenário da compra é marcado por profundas transformações estruturais. O mercado movimenta aproximadamente R$ 150 bilhões anualmente no Brasil, prestando atendimento a mais de 22 milhões de trabalhadores e reunindo cerca de 470 mil companhias cadastradas no PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), iniciativa do governo federal que fomenta a alimentação laboral.

Historicamente, o segmento sofria com taxas elevadas impostas aos comércios e pouca inovação. Novas regras validadas no fim de 2025 prometem sacudir o setor, trazendo um teto de 3,6% nas tarifas cobradas dos lojistas e a abertura dos arranjos de pagamento, o que deve acirrar a competitividade.

Estratégia e crescimento acelerado Nos últimos três anos, o iFood Benefícios registrou uma expansão anual média de cerca de 80%. Tanto a divisão da gigante de entregas quanto a Caju nasceram em 2020 com o objetivo de inovar e modernizar o tradicional mercado de vales com tecnologia própria.

“Temos investido de forma consistente nos últimos anos. Essa aquisição é estratégica em um setor muito disputado. O iFood Benefícios tem crescido perto de 80% ao ano nesses últimos três anos”, disse Arthur Freitas, presidente do iFood Benefícios. “Com a Caju, teremos a capacidade de ter uma taxa de desconto menor do que o que o mercado pratica há um bom tempo”, acrescentou.

Planos futuros e cenário competitivo Após o fechamento da operação, o cofundador da Caju, Eduardo Del Giglio, continuará na empresa e detalhou a estratégia futura dividida em três pilares principais.

“A Caju entra com a plataforma que simplifica a gestão do RH. Juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que já fazemos, com mais aceitação, mais uso no on-line e mais investimento em produto”, afirmou Del Giglio. “A gente se organiza em 3 verticais. Tem a parte de benefícios, que não é só vale-refeição e vale-alimentação. Além da área de mobilidade, premiações e gestão de outras categorias de benefícios. Tem muita oportunidade a ser explorada”, completou.

A movimentação financeira também acontece em meio a uma disputa acirrada no mercado de entrega de comida, onde o iFood monitora o avanço de concorrentes como Rappi, Aiqfome e das plataformas chinesas Keeta e 99Food, que têm aplicado bilhões em investimentos no Brasil. Na assessoria jurídica e financeira, a Caju foi assessorada pela Lazard e pelo escritório Pinheiro Neto, enquanto o escritório Mattos Filho representou o iFood Benefícios.

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