O bilionário Elon Musk determinou na última semana a diminuição na velocidade da versão militar do sistema de satélites Starlink utilizada pelas forças ucranianas. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal, com base em relatos de fontes oficiais e autoridades dos Estados Unidos.
Impacto nas operações militares
A tecnologia de satélites da SpaceX é fundamental para a comunicação das tropas e para a condução de missões com drones no campo de batalha. Com a restrição impuesta ao serviço, as capacidades de ataque e de defesa aérea do exército da Ucrânia sofreram impactos diretos.
Horas depois da revelação, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que o controle sobre o acesso pertence exclusivamente à empresa e ao seu CEO, eximindo a administração americana da responsabilidade direta.
“Não tenho conhecimento de que soubéssemos dessa decisão antecipadamente. Mas isso é irrelevante”, declarou Rubio durante uma viagem à Índia.
“O ponto principal é que isso é regido por um contrato comercial privado, que determina como os equipamentos podem ser utilizados e em quais velocidades poderão operar.”
Divergências políticas e comerciais
Conforme o veículo de imprensa, Musk e o presidente dos EUA, Donald Trump, conversaram sobre o tema por telefone logo após a medida vir a público, durante a campanha de Trump. Relatos anteriores indicavam versões divergentes, incluindo suspeitas de que a ordem teria vindo da própria Casa Branca, hipótese rejeitada pelo governo norte-americano.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, corroborou a visão de Rubio ao tratar o episódio pelo viés econômico. “Existem termos de serviço que, em última instância, precisam ser cumpridos, e é nesse contexto que a Starlink tem a opção de tomar essas decisões”, disse.
Crise diplomática e confusão técnica
O episódio ocorre em meio a um momento de forte desgaste político entre Kiev e Washington, intensificado após anúncios de Trump sobre o comércio de combustíveis russos e pedidos para que a Ucrânia pare de atacar refinarias de petróleo da Rússia.
Durante viagem a Oslo para tentar reaproximar os governos, o presidente ucraniano Volodimir Zelenski mencionou tratativas com Rubio para normalizar o suporte tecnológico. Um dos pontos centrais da discussão envolve a distinção entre a versão comercial padrão e a variante militar do equipamento desenvolvida para o Pentágono. Enquanto o governo americano argumenta que Kiev nunca utilizou o sistema militar especializado, autoridades ucranianas afirmam que ambas as tecnologias sofreram interrupções.






