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The times se retrata com fifa e infantino após falhas em reportagem

The Times admite erro e pede perdão à FIFA e a Infantino por matéria sobre ‘segundo salário’

O tradicional jornal britânico The Times publicou uma retratação oficial na última terça-feira (20), voltando atrás em acusações feitas contra a FIFA e seu presidente, Gianni Infantino, em uma matéria veiculada no dia 13 de outubro. Na nota de correção, o veículo admitiu erros graves relacionados a um suposto segundo salário não declarado e à aquisição de um imóvel em solo norte-americano.

Retratação sobre finanças e imóvel

No texto de desculpas, a publicação esclareceu que a alegação de um segundo salário não procede. O periódico também admitiu que as normas contábeis da Suíça não obrigam que os reembolsos e despesas de Infantino constem no relatório financeiro anual da entidade esportiva, já que tais quantias não entram na categoria de remuneração.

Além disso, o diário britânico corrigiu a versão de que o dirigente máximo do futebol mundial teria adquirido uma residência em Miami por um preço abaixo do mercado. Ficou provado que nem o presidente da federação nem seus parentes detêm a propriedade legal, o controle ou figuram como beneficiários efetivos da empresa Shadi LLC, desmentindo o que havia sido veiculado anteriormente.

Posicionamento da federação internacional

Diante da repercussão da retratação, a organização máxima do futebol mundial emitiu um comunicado oficial classificando a matéria original como inverídica e danosa. A instituição aproveitou o episódio para reforçar sua tese de que existe uma campanha articulada para desestabilizar a gestão atual.

“Como a FIFA afirmou em agosto, é evidente que existe um esforço coordenado e contínuo de alguns para enfraquecer a FIFA e seu presidente”, declarou a entidade. O comunicado, contudo, evitou apontar culpados específicos ou trazer novas provas para fundamentar a acusação.

Cobrança por rigor jornalístico

A federação aproveitou a ocasião para exigir maior rigor e checagem de fatos por parte da imprensa, alertando contra a propagação de conteúdos difamatórios e infundados.

“A FIFA acolhe o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para amplificar acusações falsas”, afirmou.

Por fim, a organização esportiva garantiu que vai seguir rebatendo de forma “direta e vigorosa” qualquer veículo que publique conteúdos distorcidos, enganosos ou falsos a respeito da administração da entidade.

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