O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que os Estados Unidos restabeleceram o compartilhamento de informações de inteligência e dados de satélite fundamentais para a interceptação de bombardeios russos.
Tensão diplomática e conversas em Oslo
A retomada da cooperação foi anunciada horas depois de uma conversa construtiva entre Zelensky e o secretário de Estado americano na manhã de terça-feira (20), marcando um dos períodos mais delicados na relação bilateral desde o início do conflito.
Posteriormente, o líder ucraniano viajou para Oslo, na Noruega, onde se encontrou com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff. Na pauta esteve uma nova proposta de paz que será levada ao presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta-feira (21).
Acusações de pressão e defesa americana
Antes da reaproximação, Kiev havia criticado Washington por supostos atrasos na entrega de mísseis de defesa e pela interrupção no acesso a sistemas de alerta, interpretando a medida como uma tática de coerção para forçar negociações. Marco Rubio afirmou que não é verdade:
“Não houve nenhuma política deliberada para prejudicar a Ucrânia”.
O cenário de instabilidade também envolveu a tecnologia Starlink. O jornal “Wall Street Journal” divulgou que Elon Musk teria limitado o uso do satélite militar na região a pedido discutido com Donald Trump, embora o empresário tenha negado a ordem e atribuído a responsabilidade ao Pentágono ou à presidência.
Ações da Casa Blanca e impactos no front
Nos últimos dez dias, a administração americana adotou posturas favoráveis a Moscou, incluindo a suspensão de sanções e a liberação da compra de diesel russo. Enquanto Donald Trump cobrou publicamente maior disposição de Kiev para encerrar o conflito, o governo ucraniano reiterou seu compromisso com o diálogo, em um dia em que novos ataques russos resultaram na morte de dez pessoas.






