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Flávio Bolsonaro diz que gays poderão manter relações e descarta perseguição

Gay “vai poder dar o caneco” se eu for presidente, diz Flávio

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, declarou que homossexuais poderão “dar o caneco” caso ele vença a eleição e afastou qualquer possibilidade de perseguição à comunidade LGBTQIA+. A manifestação ocorreu em uma gravação divulgada na segunda-feira (19.out.2026) pelo influenciador digital Rico Melquiades.

Repercussão na internet A entrevista gerou grande repercussão no Instagram, acumulando mais de 18 milhões de visualizações na plataforma. Durante a conversa, o criador de conteúdo utilizou a mesma expressão popular para perguntar se as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo continuariam permitidas e livres de repressão em uma eventual gestão do parlamentar.

Em resposta ao questionamento, o concorrente ao Palácio do Planalto pontuou: “Eu tenho que garantir que você vai dar o seu caneco e não vai ser assaltado no caminho. Até você chegar no local onde você quer ser feliz”.

Foco em economia e segurança Segundo o senador, a administração federal deve direcionar seus esforços para áreas essenciais como economia e segurança pública, evitando qualquer tipo de intromissão na esfera pessoal dos cidadãos brasileiros.

O político também demonstrou estranhamento em relação aos boatos sobre possíveis punições: “Como assim eu vou perseguir gay? De onde surgiu isso? Eu fico até com dificuldade de entender. E é lógico que não existe isso. Eu tô preocupado em levar prosperidade pra todo mundo, respeitar todo mundo. O que a pessoa faz na intimidade, ninguém tem nada a ver com isso”.

Direitos civis garantidos Questionado sobre pautas da população LGBTQIA+, o candidato assegurou que as conquistas legais atuais serão preservadas e que não há planos para modificar a legislação vigente sobre o tema.

“Pode ficar tranquilo. É consagrado o direito. O direito de união estável, pra dividir o patrimônio, pra deixar a herança. Isso aí ninguém mexe. Ninguém mexe. Impossível, tá? A lei tá valendo. A lei vai continuar valendo”, declarou.

A segurança jurídica dessas relações no país foi construída por decisões de órgãos superiores. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal validou a união estável homoafetiva. Anos mais tarde, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça estabeleceu que os cartórios brasileiros estão proibidos de negar a realização de casamentos civis entre casais do mesmo sexo.

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