Novos registros em vídeo revelam a violência de atos de vandalismo e invasões a estabelecimentos comerciais na cidade de Nice, localizada no interior da França, durante o último final de semana.
Ataques a estabelecimentos durante atos violentos As gravações que ganharam repercussão nas plataformas digitais mostram criminosos saqueando uma filial da rede de videogames Micromania, momento em que um funcionário sofreu uma voadora pelas costas ao tentar resguardar o local de trabalho.
O material audiovisual foi divulgado incialmente pela jornalista Marie Gentric, vinculada à emissora francesa France 5, que obteve os registros diretamente com a vítima. O trabalhador agredido chama-se Pierre e atua no mesmo comércio há quase três décadas.
Repercussão e depoimento da vítima Os tumultos generalizados no país resultaram em mais de 1.200 prisões e deixaram diversos lojistas com prejuízos materiais severos, exigindo a reconstrução de fachadas e vitrines danificadas. Durante o caos, o funcionário de 29 anos de casa acabou virando alvo de manifestantes agressivos enquanto tentava bloquear a porta de entrada.
Em um dos trechos das filmagens, o empregado tenta afastar os invasores, mas acaba derrubado por um chute traiçoeiro assim que vira o corpo. “Em determinado momento, simplesmente fiquei na frente da entrada para impedir que as pessoas entrassem. Foi só isso”, declarou Pierre ao veículo francês ICI.
Além da rasteira, o estabelecimento foi completamente invadido e revirado, enquanto o profissional ainda foi atingido na face por projéteis arremessados pelos vândalos. “Ainda não consigo assimilar direito o que aconteceu. Talvez eu consiga fazer isso mais tarde, quando as coisas se acalmarem. Sinceramente, acho que não deveria ter feito aquilo. Foi uma atitude imprudente. Mas, naquele momento, foi o que fiz”, ponderou.
Apelo por serenidade e visão ponderada Mesmo após o trauma e a repercussão negativa da violência sofrida, o comerciante relatou ter recebido uma imensidão de mensagens de carinho e solidariedade na internet, embora prefira ponderar sobre o contexto macro dos atos populares.
“Não devemos esquecer que esse tipo de comportamento é a exceção, não a regra. No restante da manifestação, as coisas transcorreram relativamente bem. Existem algumas ‘maçãs podres’, mas elas não representam a maioria”, concluiu.






