O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, assumiu o compromisso nesta terça-feira (20) de reviver a renúncia tributária destinada ao Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). A declaração funciona como uma estratégia para atrair o apoio da indústria de entretenimento e da classe artística.
O impacto econômico do entretenimento
Em gravação divulgada em suas plataformas digitais, o parlamentar justificou a medida afirmando que o segmento atual sofre com forte pressão financeira e precisa de socorro estatal imediato para voltar a crescer.
“Vou restabelecer o Perse para todos os setores de eventos culturais, shows e turismo, que hoje estão sufocados. Vou salvar o setor de shows, porque onde têm eventos, o comércio vende mais, o taxista e o Uber faturam, os pequenos artistas prosperam e a economia gira”, declarou, em vídeo publicado em suas redes sociais.
Histórico e fim do benefício federal
Implementado no ano de 2021, o programa nasceu com o objetivo principal de amenizar as perdas financeiras provocadas pela crise sanitária global nos ramos de hotelaria, lazer, turismo e cultura em território nacional.
Entre os mecanismos previstos na legislação original estava a aplicação de alíquota zero sobre tributos federais fundamentais — como PIS/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ — incidentes diretamente sobre o faturamento das empresas cadastradas.
Apesar da relevância para a categoria, o programa de incentivo ao setor de eventos foi encerrado em 2025 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou alto custo fiscal e apontou indícios de irregularidades no uso do benefício por algumas empresas.






