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Prefeito defende Smart Sampa após vazamento e culpa guarda municipal

Vazamento do Smart Sampa foi feito por GCM e sistema é seguro, diz Nunes

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou nesta 3ª feira (20.out.2026) que a exposição de dados do programa Smart Sampa decorreu da ação de um agente da Guarda Civil Metropolitana. O funcionário acabou demitido, enquanto a Corregedoria da corporação apura os desdobramentos do caso.

Detalhes da falha de segurança na capital

A manifestação ocorreu durante um evento da empresa de mídia TMC (Transamerica Media Company). Conforme divulgado anteriormente, o incidente expôs informações em um repositório público, incluindo 181 credenciais de acesso de usuários autorizados, dados de mais de 6.000 profissionais de segurança e manuais para replicação da ferramenta tecnológica em diferentes dispositivos móveis ou computadores.

A exposição de dados abrangeu mais de 58.000 câmeras espalhadas pela capital paulista, viabilizando o potencial alcance a informações de milhões de cidadãos por um período aproximado de 11 meses.

A defesa da prefeitura paulista

Apesar da gravidade do episódio, o chefe do executivo municipal assegurou que não houve aproveitamento indevido do material exposto. “O sistema é absolutamente seguro. A gente não tem nenhuma ocorrência de utilização indevida do sistema”, disse. Conforme o prefeito, o autor da infração é um servidor concursado contratado em 2023, lotado no departamento, que guardava credenciais de acesso em uma plataforma externa.

Nunes explicou que a administração municipal já acompanhava a situação antes da repercussão na imprensa, tendo implementado mecanismos de alerta para identificar movimentações atípicas.

O chefe do executivo comparou o ocorrido ao repasse voluntário de credenciais pessoais. “Uma coisa é alguém conseguir criar uma senha para entrar no seu celular. Outra coisa é você me dar a sua senha, que foi o que aconteceu ali”, afirmou.

Balanço e projeção nacional da tecnologia

Implantado em 2024, o projeto emprega inteligência artificial para cruzar registros de câmeras com bancos de dados oficiais de indivíduos procurados pela Justiça e desaparecidos. Dados da administração municipal indicam que a ferramenta auxiliou na prisão de 3.628 foragidos e no resgate de 284 pessoas desaparecidas.

A ferramenta tecnológica também entrou no debate eleitoral. Em 13 de outubro, Nunes mencionou que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, planeja implementar uma rede nacional similar, denominada Smart Brasil, com capacidade para 2 milhões de câmeras.

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