A manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Avenida Paulista, em São Paulo, chegou ao fim neste domingo, 11, em meio a relatos de agressões contra duas mulheres e episódios de vandalismo em acessos a estações do sistema de transporte subterrâneo.
Repercussão na oposição Diante dos acontecimentos na capital paulista, congressistas e líderes opositores utilizaram as plataformas digitais para repudiar a situação e questionar a diferenciação no rigor punitivo em comparação aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno presidencial contra Lula agendado para 25 de outubro, recorreu ao bom humor ácido para comentar o ato público. “Só eu que lembrei do ‘The Walking Dead’ na Av. Paulista?”, escreveu.
Cobranças sobre danos ao patrimônio Por sua vez, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes para cobrar posicionamentos jurídicos e apontar os prejuízos deixados pelas pichações e quebras de vidros e grades nas imediações. “O Moraes não vai condenar 17 anos de cadeia pra nenhum deles, mas estão ajudando a virar votos dos indecisos”, escreveu.
Os danos atingiram diretamente as entradas das estações Consolação e Trianon-Masp, situadas na Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo. O parlamentar mineiro também destacou o impacto do lixo acumulado sobre a rotina da população local.
“E amanhã, será o trabalhador que eles tanto dizem defender, que irá limpar a sujeira, pichação e depredação que deixaram pra trás”, afirmou o deputado.
Comparações com o 8 de janeiro Na mesma linha de questionamento, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) resgatou as penalidades impostas no passado recente. “No 8 de janeiro, acusações de terrorismo, condenações severas, pessoas ainda presas e famílias devastadas”, escreveu.
Para complementar as críticas, a vereadora paulistana Janaína Paschoal (PP) questionou se os estragos materiais registrados na via pública seriam investigados sob a mesma ótica legal adotada anteriormente. “Será crime contra o Estado Democrático de Direito? Ou aqui é só depredação?”, publicou.






